04/04/12

Ninguém cala esse vazio
Chama que consome um corpo
Inanimado,
Preso às garras da amargura
Ao pesado fardo do silêncio

Nada o compreende
A dimensão do tempo não o invade
O pulsar vibrante dos ponteiros
Daquele relógio
Que ninguém conseguirá parar

Simplesmente o desaparecer da angústia
Latente esperança ilusória.
Felicidade? Somente nada reduzido a tão pouco
Negro desfeito em cinzas

Cinzas dormentes de fantasia,
Reflexo de mágoa
Sombra repleta de magia.
Pedaço de tudo elevado ao divino.

1 comentário:

Carina Silva disse...

Excelente, nada mais a dizer.
Untill we die, you know it <3