Morte ao tempo
A um relógio que nos guia,
Controlado por um palpitar desconhecido
Sem rumo
Pulsar dormente,
Sedento de controlar estes passos
Gerir a minha realidade.
Perdeste há muito esse poder.
Morre, tu, ser obstinado
Que tanto nos tentas dominar
Iludido, julgas-te vencedor
Xeque-mate à força obtido
Possuí quem te ambicione conquistar
Pela minha vontade, morre
Desaparece num manto de neblina
Da qual não te atrevas a regressar
Leva contigo todas as marcas
Pois és incapaz de as sarar
Vais simplesmente destruindo
O furioso motor de viver
"A principal dúvida de toda a minha existência será entre deixar tudo na minha mente ou passá-lo para o papel" - DH
15/04/12
Pesadelo Racional
Bebo um cálice deste vinho de um século passado
Cujo pó me atordoa
Trazendo memórias que julgava desaparecidas
Realidade vã que me magoa
Percebo que um problema não é o que julgo
É o novo conjugado pelo desconhecido
Suspense demasiadas vezes adormecido
Demasiado pesado para não ser sentido
Pesadelo racional,
Luta dormente de vontade
Passado tão recente
História que poderia ser verdade.
Cujo pó me atordoa
Trazendo memórias que julgava desaparecidas
Realidade vã que me magoa
Percebo que um problema não é o que julgo
É o novo conjugado pelo desconhecido
Suspense demasiadas vezes adormecido
Demasiado pesado para não ser sentido
Pesadelo racional,
Luta dormente de vontade
Passado tão recente
História que poderia ser verdade.
13/04/12
Filosofia barata II
"O tamanho duma pessoa não é visível pela estatura, vê-se na essência de ser" - DH
08/04/12
É errado sentir-me humana
É errado sentir-me humana
Sentir a apoteose a pulsar-me nas veias
Vazias de espírito
Tão escassas de existência
Errado é sentir-me grande
Neste diminuto pedaço de carne
Insensível e incoerente
Sedento de pura inocência
Descrente desta força que o sustenta
Escuridão que sempre o iluminou
Pedaço de vã carne dormente
Cinzas com esperança de renascer.
Sentir a apoteose a pulsar-me nas veias
Vazias de espírito
Tão escassas de existência
Errado é sentir-me grande
Neste diminuto pedaço de carne
Insensível e incoerente
Sedento de pura inocência
Descrente desta força que o sustenta
Escuridão que sempre o iluminou
Pedaço de vã carne dormente
Cinzas com esperança de renascer.
04/04/12
Ninguém cala esse vazio
Chama que consome um corpo
Inanimado,
Preso às garras da amargura
Ao pesado fardo do silêncio
Nada o compreende
A dimensão do tempo não o invade
O pulsar vibrante dos ponteiros
Daquele relógio
Que ninguém conseguirá parar
Simplesmente o desaparecer da angústia
Latente esperança ilusória.
Felicidade? Somente nada reduzido a tão pouco
Negro desfeito em cinzas
Cinzas dormentes de fantasia,
Reflexo de mágoa
Sombra repleta de magia.
Pedaço de tudo elevado ao divino.
Chama que consome um corpo
Inanimado,
Preso às garras da amargura
Ao pesado fardo do silêncio
Nada o compreende
A dimensão do tempo não o invade
O pulsar vibrante dos ponteiros
Daquele relógio
Que ninguém conseguirá parar
Simplesmente o desaparecer da angústia
Latente esperança ilusória.
Felicidade? Somente nada reduzido a tão pouco
Negro desfeito em cinzas
Cinzas dormentes de fantasia,
Reflexo de mágoa
Sombra repleta de magia.
Pedaço de tudo elevado ao divino.
29/03/12
(In)Coerência Pura
Não venhas rasgar este céu a meu lado
Ensinar-me que nada é um eufemismo,
Ao teu lado sinto perigo
Desconheço-te, meu abismo
Vejo a vida de outra forma
Sempre fez parte da história
Nunca soube olhar para mim.
Sinto a dor desta maneira,
A real e derradeira,
Somente me ensinaste a ser infeliz.
Guardando mágoas na memória,
Dor mais forte que outrora
Percebo que não estás aqui
Sinto a paz por um instante,
Sou apenas um eterno viajante.
Porém contigo aprendi,
A cor é a luz mais escura,
Verdade nua e crua
Desejo forte de te vencer
Resta a dor de saber que estás em mim.
Queria dizer-te adeus,
Quebrando o ciclo que me amaldiçoa
Libertar tudo o que magoa.
Simplesmente começar a existir.
Ensinar-me que nada é um eufemismo,
Ao teu lado sinto perigo
Desconheço-te, meu abismo
Vejo a vida de outra forma
Sempre fez parte da história
Nunca soube olhar para mim.
Sinto a dor desta maneira,
A real e derradeira,
Somente me ensinaste a ser infeliz.
Guardando mágoas na memória,
Dor mais forte que outrora
Percebo que não estás aqui
Sinto a paz por um instante,
Sou apenas um eterno viajante.
Porém contigo aprendi,
A cor é a luz mais escura,
Verdade nua e crua
Desejo forte de te vencer
Resta a dor de saber que estás em mim.
Queria dizer-te adeus,
Quebrando o ciclo que me amaldiçoa
Libertar tudo o que magoa.
Simplesmente começar a existir.
23/03/12
Recaída
A inconsciência da plenitude
Julgando que a serenidade nos atingiu
Quando não é mais que aquela dor intensa
Sentimento de fracasso incessante
Tentando enganar o intelecto com sorrisos
Estando tão carregado de dúvidas
Carregando a dor inexplicável
Provocadora deste desejo atroz de partir
Deixando desaparecer tudo o que dói,
Fragmentos que a memória não apaga
Alimentando esta solidão destruidora
Vontade de fugir esmagadora
Remetendo ao silêncio
Ocultando a dor da verdade,
Este desejo de desistir
Dura realidade de nada me compreender
Esboçando sorrisos de aparente estabilidade
Mascarando o cansaço deste lugar
Responsável por esta dor que me perturba
Tornando a vontade de partir mais forte do que nunca.
Julgando que a serenidade nos atingiu
Quando não é mais que aquela dor intensa
Sentimento de fracasso incessante
Tentando enganar o intelecto com sorrisos
Estando tão carregado de dúvidas
Carregando a dor inexplicável
Provocadora deste desejo atroz de partir
Deixando desaparecer tudo o que dói,
Fragmentos que a memória não apaga
Alimentando esta solidão destruidora
Vontade de fugir esmagadora
Remetendo ao silêncio
Ocultando a dor da verdade,
Este desejo de desistir
Dura realidade de nada me compreender
Esboçando sorrisos de aparente estabilidade
Mascarando o cansaço deste lugar
Responsável por esta dor que me perturba
Tornando a vontade de partir mais forte do que nunca.
20/03/12
Escorre sangue na parede branca
Fruto das batalhas de outrora
Brota ainda um fio que não estanca
Aquele que a dor não ignora
Surgem guerras em toda a parte
Razão que nos ajuda a vencer,
Acendem a chama na sua plenitude
Mesmo sabendo que viver, é ganhar e perder
Ainda resta a espada da arrogância
Que tantos corações mutilou
Permanece o escudo da ignorância
Ao tentar vencer a batalha que terminou
Resta a dor da derrota
De tantas feridas por sarar
Daquilo que à volta se alterou,
Do que o tempo ainda não enterrou
Falta somente uma batalha
A mais dolorosa de travar,
De manter acesa a chama
Desta desditosa vida continuar.
Honroso 2º Lugar na II Concurso de Poesia do Agrupamento de Escolas Fernão do Pó, orgulho *.*
Fruto das batalhas de outrora
Brota ainda um fio que não estanca
Aquele que a dor não ignora
Surgem guerras em toda a parte
Razão que nos ajuda a vencer,
Acendem a chama na sua plenitude
Mesmo sabendo que viver, é ganhar e perder
Ainda resta a espada da arrogância
Que tantos corações mutilou
Permanece o escudo da ignorância
Ao tentar vencer a batalha que terminou
Resta a dor da derrota
De tantas feridas por sarar
Daquilo que à volta se alterou,
Do que o tempo ainda não enterrou
Falta somente uma batalha
A mais dolorosa de travar,
De manter acesa a chama
Desta desditosa vida continuar.
Honroso 2º Lugar na II Concurso de Poesia do Agrupamento de Escolas Fernão do Pó, orgulho *.*
13/03/12
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