Nesta utópica terra
Onde todos aqueles bobos da corte são reis
São fiéis reproduções de quem se julga somente
Ser sombra insípida de alguém
Onde o seu riso esconde lágrimas
Rasgos de melancolia adormecida
Vãs aspirações de felicidade
Por se julgarem vulgares sombras de ninguém
Simplesmente por não saberem viver
Não lhes terem ensinado que o amor se troca
Por breves momentos de ternura
Sensações de doce loucura.
Pois eles são reis
Julgam a esperança carta fora do baralho
Neles só reina uma amargura
Serem uma misera sombra que perdura.
"A principal dúvida de toda a minha existência será entre deixar tudo na minha mente ou passá-lo para o papel" - DH
14/02/12
12/02/12
Há uma nova vida em cada acordar, a cada dia em que este corpo se ergue na penumbra misteriosa de um novo amanhecer. Todos os dias são diferentes, o tempo não passa num ritmo tão lento, a ansiedade não nos consome tão ferozmente. Porque todos os dias há uma mudança, por mais subtil que seja, em cada acordar agitado depois de um sonho violento ou quando o sono fluiu tranquilamente, até à alvorada necessária. Ao mesmo tempo aquilo que nos rodeia se modifica diariamente, a cada instante, a cada novo passo rumo ao futuro, ao mais profundo desconhecido, em direcção àquela hipotética felicidade, a dos sonhos pacíficos, sem turbulências nocturnas, sem gritos, nem com despertares rodeados de lágrimas e aflições perturbadoras.
Esses vampiros.
Sugaram o meu sangue até a limite
Transformando-o em algo frio e amargo,
Estes vampiros que a solidão acolhe
Que guardam cada rasgo de memória que carrego
Matem-nos com estacas de felicidade
Com duros golpes de ironia e riso
Para que deles só restem
Flamejantes, e vãs cinzas de saudade
Aquele sangue que se vai tornando doce
Fruto de uma inconsciente mudança
De um sonho tão louco
Da qual me recusava a acordar
O sonho de sofrer
De levar ao limite esta dor que tenho
Tentando permanecer triste
Tornando-me em algo demasiado estranho
Estes vampiros de solidão e penumbra
Onde tantas vezes julgava ser feliz
Não eram mais que sombra
Eram tão somente ilusões de aprendiz.
Transformando-o em algo frio e amargo,
Estes vampiros que a solidão acolhe
Que guardam cada rasgo de memória que carrego
Matem-nos com estacas de felicidade
Com duros golpes de ironia e riso
Para que deles só restem
Flamejantes, e vãs cinzas de saudade
Aquele sangue que se vai tornando doce
Fruto de uma inconsciente mudança
De um sonho tão louco
Da qual me recusava a acordar
O sonho de sofrer
De levar ao limite esta dor que tenho
Tentando permanecer triste
Tornando-me em algo demasiado estranho
Estes vampiros de solidão e penumbra
Onde tantas vezes julgava ser feliz
Não eram mais que sombra
Eram tão somente ilusões de aprendiz.
04/02/12
22/01/12
03/01/12
A nossa estatística
Tem traços de metafísica
Imprudentemente prática,
Porém difícil como a matemática.
Tal como a poesia
É feita de aritmética,
Com pedaços de melodia
Que compôem a métrica
Da doce tentaçäo,
De ocultar um segredo
Escondendo a ilusäo
Em múltiplas páginas de medo,
Que escorrem tristezas e dor,
Palácios nulos em cor
Fragmentos de uma estranha ilusäo,
De näo viver a vida em väo.
Tem traços de metafísica
Imprudentemente prática,
Porém difícil como a matemática.
Tal como a poesia
É feita de aritmética,
Com pedaços de melodia
Que compôem a métrica
Da doce tentaçäo,
De ocultar um segredo
Escondendo a ilusäo
Em múltiplas páginas de medo,
Que escorrem tristezas e dor,
Palácios nulos em cor
Fragmentos de uma estranha ilusäo,
De näo viver a vida em väo.
31/12/11
Um dia.
Um dia, quando as palavras se esgotarem
Quando a tristeza deixar de me consumir,
E todas as letras se renderem
À vontade inglória de desistir
No instante em que, amargamente
Esta folha em branco deixar de me perseguir
Em que a melancolia intermitente
Deixará de me seduzir
Na hora em que o som näo se torne em voz
E a feroz insanidade se manifestar
Chegarei ao final atroz
De uma história que ninguém quererá contar
Pois perderei o que me dá vida
Que alimenta o sonho de viver
Será esse o sinal da partida,
O dia em que deixarei de escrever?
Quando a tristeza deixar de me consumir,
E todas as letras se renderem
À vontade inglória de desistir
No instante em que, amargamente
Esta folha em branco deixar de me perseguir
Em que a melancolia intermitente
Deixará de me seduzir
Na hora em que o som näo se torne em voz
E a feroz insanidade se manifestar
Chegarei ao final atroz
De uma história que ninguém quererá contar
Pois perderei o que me dá vida
Que alimenta o sonho de viver
Será esse o sinal da partida,
O dia em que deixarei de escrever?
29/12/11
Queda
Contorno as esquinas desta rua
Onde tantas vezes deambulo sem nela reparar
Vou vivendo presa à sombra de uma lua
Que a cada passo me leva a definhar
Cada passo que vai sendo dado
Coberto de medos e sombras do passado
Fecha-me os olhos ao futuro
Leva-me pela mäo ao destino errado
Enquanto vou novamente ao fundo daquele poço
Junto com a solidäo de ser humano
Ao mesmo tempo que tanta luta e esforço
Se perde no vazio desta maré de enganos.
Porque a queda soa sempre maior
Ao ritmo em que aumentam os erros crassos
Condutores daquela dor
Espelho de derrotas e fracassos.
Onde tantas vezes deambulo sem nela reparar
Vou vivendo presa à sombra de uma lua
Que a cada passo me leva a definhar
Cada passo que vai sendo dado
Coberto de medos e sombras do passado
Fecha-me os olhos ao futuro
Leva-me pela mäo ao destino errado
Enquanto vou novamente ao fundo daquele poço
Junto com a solidäo de ser humano
Ao mesmo tempo que tanta luta e esforço
Se perde no vazio desta maré de enganos.
Porque a queda soa sempre maior
Ao ritmo em que aumentam os erros crassos
Condutores daquela dor
Espelho de derrotas e fracassos.
28/12/11
New born
Retira a máscara da melancolia
Demonstra o que te tornou nesse guerreiro
Que se rendeu à fantasia
De sentir o fim derradeiro
Transforma a dor nesse combustível,
Alimento de todas as emoçöes
Näo te tornes demasiado previsível
Virando a página a essas ilusöes
De tornares em cinzas
Todas as memórias dormentes
Enquanto definhas
Nesses sonhos eloquentes
Quando as lágrimas soltarem da cara
Levando a fútil máscara que caí,
Verás que só resta a marca
Daquela dor que de ti sai.
Demonstra o que te tornou nesse guerreiro
Que se rendeu à fantasia
De sentir o fim derradeiro
Transforma a dor nesse combustível,
Alimento de todas as emoçöes
Näo te tornes demasiado previsível
Virando a página a essas ilusöes
De tornares em cinzas
Todas as memórias dormentes
Enquanto definhas
Nesses sonhos eloquentes
Quando as lágrimas soltarem da cara
Levando a fútil máscara que caí,
Verás que só resta a marca
Daquela dor que de ti sai.
Subscrever:
Mensagens (Atom)