Contorno as esquinas desta rua
Onde tantas vezes deambulo sem nela reparar
Vou vivendo presa à sombra de uma lua
Que a cada passo me leva a definhar
Cada passo que vai sendo dado
Coberto de medos e sombras do passado
Fecha-me os olhos ao futuro
Leva-me pela mäo ao destino errado
Enquanto vou novamente ao fundo daquele poço
Junto com a solidäo de ser humano
Ao mesmo tempo que tanta luta e esforço
Se perde no vazio desta maré de enganos.
Porque a queda soa sempre maior
Ao ritmo em que aumentam os erros crassos
Condutores daquela dor
Espelho de derrotas e fracassos.
"A principal dúvida de toda a minha existência será entre deixar tudo na minha mente ou passá-lo para o papel" - DH
29/12/11
28/12/11
New born
Retira a máscara da melancolia
Demonstra o que te tornou nesse guerreiro
Que se rendeu à fantasia
De sentir o fim derradeiro
Transforma a dor nesse combustível,
Alimento de todas as emoçöes
Näo te tornes demasiado previsível
Virando a página a essas ilusöes
De tornares em cinzas
Todas as memórias dormentes
Enquanto definhas
Nesses sonhos eloquentes
Quando as lágrimas soltarem da cara
Levando a fútil máscara que caí,
Verás que só resta a marca
Daquela dor que de ti sai.
Demonstra o que te tornou nesse guerreiro
Que se rendeu à fantasia
De sentir o fim derradeiro
Transforma a dor nesse combustível,
Alimento de todas as emoçöes
Näo te tornes demasiado previsível
Virando a página a essas ilusöes
De tornares em cinzas
Todas as memórias dormentes
Enquanto definhas
Nesses sonhos eloquentes
Quando as lágrimas soltarem da cara
Levando a fútil máscara que caí,
Verás que só resta a marca
Daquela dor que de ti sai.
28/11/11
Melancolia que acendes o meu pensamento,
Arrastando a dor que me persegue
Dando vida a este eterno sofrimento
Impedindo que este ser se altere
Continuas produtiva
Mantendo acesa a chama da continuidade
De ir caminhando ao longo da vida
Esperando uma nova oportunidade
Enquanto busco algo que não tenho,
Um pouco mais do que vivi
Lamentando tudo o que perdi
Aquilo que agora é reflexo deste espelho.
Arrastando a dor que me persegue
Dando vida a este eterno sofrimento
Impedindo que este ser se altere
Continuas produtiva
Mantendo acesa a chama da continuidade
De ir caminhando ao longo da vida
Esperando uma nova oportunidade
Enquanto busco algo que não tenho,
Um pouco mais do que vivi
Lamentando tudo o que perdi
Aquilo que agora é reflexo deste espelho.
Tempos de indiferença
Já não é útil pensar
Continua acesa a chama da amargura
Não importa se tudo vai terminar
Nem se esta apatia perdura
Ainda não existe razão para viver
Fugir, permanece a melhor opção
Porém não sou capaz de entender
A causa de tão grande indecisão
De viver ou morrer,
Lutar ou esquecer
Mantendo a chama da dor a arder
Vou lentamente deixando de sobreviver
Sou indiferente ao que sinto
Os impulsos voltaram a dominar
Quando penso que estou tão perto
De fazer a minha agonia terminar
Continua acesa a chama da amargura
Não importa se tudo vai terminar
Nem se esta apatia perdura
Ainda não existe razão para viver
Fugir, permanece a melhor opção
Porém não sou capaz de entender
A causa de tão grande indecisão
De viver ou morrer,
Lutar ou esquecer
Mantendo a chama da dor a arder
Vou lentamente deixando de sobreviver
Sou indiferente ao que sinto
Os impulsos voltaram a dominar
Quando penso que estou tão perto
De fazer a minha agonia terminar
Enquanto
Enquanto permaneceres em mim,
Dor de viver que me atormenta
Lutarei sem temer o fim
Acreditando que valerá a pena
Enquanto as lágrimas caírem sem cessar
E a escuridão iluminar o meu caminho
Não me deixarei abalar
Por algo que altere o meu destino
Quando a tristeza deixar de me abater
Sei que atingi a desejada meta
Saberei como é bom vencer
Que já nada me afecta.
Dor de viver que me atormenta
Lutarei sem temer o fim
Acreditando que valerá a pena
Enquanto as lágrimas caírem sem cessar
E a escuridão iluminar o meu caminho
Não me deixarei abalar
Por algo que altere o meu destino
Quando a tristeza deixar de me abater
Sei que atingi a desejada meta
Saberei como é bom vencer
Que já nada me afecta.
Traços belos e eloquentes
Com um doce traço angelical
De movimentos longos e frequentes
Esta é a felicidade ideal
Carregada de luz incandescente
Brilhando intensamente todo o dia
Emanando harmonia e alegria
Espelhando de clara cor a tua vida
Apagando as lágrimas com um olhar
Deixando o vazio por completo
Ensinando que a batalha para a alcançar
Não se faz com as palavras de um verso
Porque esta felicidade é boa
Atraí fantasia e desejo
De não viver a vida à toa
Não tendo medo do que vejo
Com um doce traço angelical
De movimentos longos e frequentes
Esta é a felicidade ideal
Carregada de luz incandescente
Brilhando intensamente todo o dia
Emanando harmonia e alegria
Espelhando de clara cor a tua vida
Apagando as lágrimas com um olhar
Deixando o vazio por completo
Ensinando que a batalha para a alcançar
Não se faz com as palavras de um verso
Porque esta felicidade é boa
Atraí fantasia e desejo
De não viver a vida à toa
Não tendo medo do que vejo
Nunca se vive por completo
Pois se está lúcido
A vida não se vive em concreto
Porque a lucidez é algo que não abunda
Não se é lúcido ao pensar
Nem quando te lembras que dói pensar
Somos lúcidos apenas
Quando estamos prestes a terminar
A lucidez é um abismo
Onde o intelecto se afunda
Já nada é discreto
Simplesmento o incompleto nos inunda.
Pois se está lúcido
A vida não se vive em concreto
Porque a lucidez é algo que não abunda
Não se é lúcido ao pensar
Nem quando te lembras que dói pensar
Somos lúcidos apenas
Quando estamos prestes a terminar
A lucidez é um abismo
Onde o intelecto se afunda
Já nada é discreto
Simplesmento o incompleto nos inunda.
Bebedeira incurável
Nesta bebedeira de viver
Onde o sonho conta uma história
Cada página é uma memória
De tanta batalha por vencer
Onde a cura é efémera
Pois a morte é somente um abrigo
Daquela imensa quimera
De puder chamar a vida de amigo
Mas hoje é incurável
Esta bebedeira de existência
Em que tento ser razoável
Não passando isso de mera aparência
Onde o sonho conta uma história
Cada página é uma memória
De tanta batalha por vencer
Onde a cura é efémera
Pois a morte é somente um abrigo
Daquela imensa quimera
De puder chamar a vida de amigo
Mas hoje é incurável
Esta bebedeira de existência
Em que tento ser razoável
Não passando isso de mera aparência
04/10/11
Desejo-te mais do que nunca, que chegue aquele dia, aquela hora, aqueles minutos e segundos, onde deixo para trás tudo aquilo que me custa, em direcção a um novo rumo. A uma nova missão, a de transformar-me naquilo que sempre quis ser, um pouco mais do que o nada que actualmente sou. Ambiciono ser mais do que quem me apontou falhas, me empurrou para o fundo do abismo, para o profundo de mim mesma. Onde nunca quis chegar, e onde tanto tempo permaneci retida e de onde nunca quis verdadeiramente sair, porque apesar de tudo lá sentia-me bem, no meio que melhor conhecia, e não onde estou agora, a navegar pelo desconhecido, como um navegador que cruza os mares pela primeira vez. E queria partir, hoje se pudesse, para me afastar de todos os erros que cometi, de tudo o que me faz mal.
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