19/11/11

"O que o sonho construiu, nada nem ninguém poderá destruir"

04/10/11

Desejo-te mais do que nunca, que chegue aquele dia, aquela hora, aqueles minutos e segundos, onde deixo para trás tudo aquilo que me custa, em direcção a um novo rumo. A uma nova missão, a de transformar-me naquilo que sempre quis ser, um pouco mais do que o nada que actualmente sou. Ambiciono ser mais do que quem me apontou falhas, me empurrou para o fundo do abismo, para o profundo de mim mesma. Onde nunca quis chegar, e onde tanto tempo permaneci retida e de onde nunca quis verdadeiramente sair, porque apesar de tudo lá sentia-me bem, no meio que melhor conhecia, e não onde estou agora, a navegar pelo desconhecido, como um navegador que cruza os mares pela primeira vez. E queria partir, hoje se pudesse, para me afastar de todos os erros que cometi, de tudo o que me faz mal.

03/10/11

Mudar custa

Viro as páginas àquilo que dantes considerava como maior verdade, o que tornei em cinzas. Hoje só restam as lágrimas carregadas da culpa, de erros cometidos sem reflectir, com a bomba da raiva a explodir dentro de mim. Dos quais me arrependo, e enquanto vou desfolhando aquelas páginas tão bonitas que estas minhas mãos escreveram, e que a vida foi escrevendo. Sinto falta de muita coisa, simplesmente não sinto falta daquilo em que deixei o meu coração se tornar. É uma fase da mudança, a que mais custou, a que um dia bastou para tudo o que eu tinha de melhor se perder, a minha essência, o meu tudo. Mudar custa, e apesar de ser o melhor para mim, dói, arde dentro de mim fortemente. Custa-me olhar para trás e ver tudo reduzir a nada, mas a mudança consumou-se, a que eu desejava, com consequências que nunca quis, porém o homem não foi feito para ser digno daquilo que deseja.

27/09/11

"Hoje só tenho medo daquilo que não consigo fazer" - DH

De resto, já nada me pára.

12/09/11

Sinto falta de alguém que me ouça, de alguém que me impeça de chorar. Sinto saudades ainda daquela lâmina que me trespassava a carne, enquanto a agonia se dissipava. Faz-me falta ser gente, e não uma mera marioneta no meio desta guerra. Onde sou vítima e responsável. Onde choro na escuridão da noite. Pois sou a única escrava desta guerra.
Para ti chorar é pecado
Como sorrir se revelou errado
De rir simplesmente tens medo
Porque tu te transformaste num segredo

Nem a tua sombra te suporta
Na imensidão dos factos
Pois a ti já nada te importa
Nem a dor que geram os teus actos

Só a apatia te consumiu
Enquanto vagueias sem destino
Viraste a cara ao que te iludiu
Conheceste assim o abandono

Porque foste tu quem criaste a tua dor
Rendeste-te à certeza de estar errados
Perdeste a essência de sonhador
Tornaste-te assim um escravo do teu fado
Pedaço de músculo, que geras a força que faz mover o meu corpo, que formas a adrenalina que me permite viver, e contrariamente aos meus desejos continuar a sentir que o lugar que ocupo neste pedaço de nada onde habito, não é mais do que um enorme nada, um vazio tormentoso a que me sujeitei e sou sujeitada. Continuas alegremente a bater, mantendo a harmonia deste conjunto de células, músculo e osso, contrariando todos os pedidos para parares e libertares da vida que não lhe encontra o menor sentido, apesar de todos os esforços. Ignoras cada golpe que desfiro neste pedaço de carne, já tão massacrado por golpes de outros tempos, pelo puro deleite de me observares a definhar lentamente ou, pelo contrário a encontrar o esquecimento de tudo aquilo que me impede de continuar a caminhar, por entre trilhos sombrios já tão bem conhecidos e tantas vezes percorridos. Porque tu, sim tu pedaço de músculo desobediente e lutador, que não me deixas desistir. Não te importas que agonize, simplesmente queres que viva, que talvez um dia me erga, que seja eu mesma, sem medos, simplesmente com sonhos. E apesar de agradeço-te por isso, por não me deixares tombar ao manteres aquele ritmo que numa noite de melancolia me acompanha e me faz adormecer.
As curtas ondas
Que subtilmente tocaram os teus pés
Pedem para que nunca te escondas
E que te admires por seres como és

Porque o tempo de uma nova onda nascer
Basta para alterar a forma de agir
A forma que te fez crescer
Aquela que te fará deixar de existir

Pois as ondas nunca são iguais
Tal como a vida nunca te atinge da mesma maneira
Daqueles que se julgam os ideais
Porém não conhecem a tua face verdadeira

A ti, doce onda do mar
Que nos meus pés subtilmente tocaste
Me fizeste por um segundo parar
Só tornando a tua passagem num vago instante

Saudades

Que saudades que terei
Desta nuvem de fantasia
De todo este tempo que esperei
Para alcançar este dia

As saudades que vou ter
De tudo aquilo que ultrapassei
Daquilo que rapidamente se vai perder
Mas serão essas as memórias que guardarei

Quando esse dia chegar
O dia em que a saudade vai emergir
Em que as primeiras lágrimas se vão soltar
Saberei que valeu a pena não desistir

Saberei que viver já não é uma ilusão
Que esta luta nunca foi inglória
Pois ao não dar margem a esta solidão
Pude escrever esta página da minha história

24/06/11

O dia em que um pulso fez toda a diferença

Dia 3 de Junho de 2011, aula de Educação Física, estava com um par de patins nos pés, algo invulgar, mas que não me motiva. Aula de avaliação daquela modalidade, avaliação oficial feita, mas as notas não me agradaram, logo resolvi treinar e querer fazer melhoria. Estava a treinar, um movimento simples, mas que se tornou demasiado complicado para este ser com sérios problemas de equilibrio, uma rotação, para andar de costas, nada difícil. Mas, na última tentativa de treino, pois só restava uma pessoa para a minha vez, inexplicávelmente caio redonda no chão, em slow-motion como são todas as minhas quedas. Cai,e numa tentativa de evitar bater com a cabeça no chão coloco as mãos para amparar a queda, resultado, 47 quilos em bruto sobre o meu pulso esquerdo. Estendida no chão, começo a rir-me enquanto percebia que cair de frente me faz sentir extremamente mal, agarrei-me ao pulso, que já inchava, e levantei-me. Miraculosamente, só duas pessoas perceberam que me tinha estatelado no chão. Fui em direcção ao professor, e disse, que cai e que me doia o pulso, tive de por gelo. Mas julgava que não era nada de especial e não me preocupei apesar de ter o pulso extremamente inchado, e me doer, fui à aula seguinte. Inglês. Por sorte iamos ver um filme. Sentei-me, e duas alminhas caridosas, decidiram enfernizar-me a cabeça para que fosse ao hospital, coisa que me recusava a fazer. Mas fui. Saí da sala. Papéis tratados com a escola, vou em direcção ao Centro de Saúde desta vilazinha. Ao contrário do que era previsível, foram bastante rápidos a atender-me. Carta de emergência para a minha cidade berço, Caldas. E aquele pulso inchado a doer. Chegamos a Caldas, e 3 horas depois, fiz o raio-x que aquela carta de emergência solicitava. Mais duas horas para saber os resultados. Tinha uma contusão, o que é isso? Não faço ideia. O médico mete-me um bocado de gesso no braço. E tive de fazer aquela figura durante uma semana. E por este pulso, por aquela queda, a minha nota não foi outra, não tive maneira de fazer melhor figura. Aquele dia fez a diferença, mudou a minha maneira de ver o meu pulso, e a minha aparente falta de equilibrio para as quedas frontais.