Por mais que queira que tudo seja diferente
Tentando sorrir em vez de chorar
Sabendo o quanto me dói estar presente
Só gostava deste círculo me libertar
Tudo converge para o mesmo ponto
Numa roda-viva de acontecimentos
Já nem de ser feliz me recordo
Vivo de facto presa a dolorosos momentos
Procuram testar a minha resistência
Até onde a minha força consegue tolerar
Não tentem ser a voz da minha consciência
Nem tentem impedir-me de fazer o meu tempo terminar
Chamem-me falsa, injusta e arrogante
Usem todas as armas que tenham para me derrotar
Isso para mim deixou de ser relevante
Aguardo sim pela doce hora de tombar
Na minha vida há um círculo vicioso
Onde a alegria leva sempre à tristeza
Em que o belo se torna tenebroso
E onde a partida se avizinha com mais clareza
"A principal dúvida de toda a minha existência será entre deixar tudo na minha mente ou passá-lo para o papel" - DH
07/04/11
Deixei de ver aquelas imagens
Só vejo dor e palavras amargas
Acabei com todas as minhas miragens
Rendida ao sofrimento desta vida que me mata
Sorrir deixou de me dar prazer
Chorar nem isso consigo
Mantenho a razão naquilo que me faz sofrer
Porque já nem oiço sequer aquilo que digo
A minha vida chegou a um plano paralelo
Onde nem os meus sonhos já me importam
Fujo agora daquilo que julgava belo
Corro para aquelas dores que me agarram
Será doença?
Será mais uma revolta da idade?
Para mim é só o tirar de uma beleza
Àquilo que nunca foi viver de verdade
Ser diferente, para quê?
Porque continuar errante e sem sentido
Alimentando a gula de quem a afundar me vê
Enquanto procuro algo mais que perdido.
Só vejo dor e palavras amargas
Acabei com todas as minhas miragens
Rendida ao sofrimento desta vida que me mata
Sorrir deixou de me dar prazer
Chorar nem isso consigo
Mantenho a razão naquilo que me faz sofrer
Porque já nem oiço sequer aquilo que digo
A minha vida chegou a um plano paralelo
Onde nem os meus sonhos já me importam
Fujo agora daquilo que julgava belo
Corro para aquelas dores que me agarram
Será doença?
Será mais uma revolta da idade?
Para mim é só o tirar de uma beleza
Àquilo que nunca foi viver de verdade
Ser diferente, para quê?
Porque continuar errante e sem sentido
Alimentando a gula de quem a afundar me vê
Enquanto procuro algo mais que perdido.
Porquê?
Porque defendo quem mais me magoa?
Choro lágrimas de puro arrependimento
Mas por mais que saiba que tudo me magoa
Só paro para pensar depois do sofrimento
Aquela que esteve sempre comigo
Mesmo quando a revolta movia as minhas acções
Viro as costas a quem sempre chamei de amigo
Aquela que sempre me deu a mão em todas as ocasiões
Por mais lágrimas que agora me caiam
Este sofrimento latente não se afasta
Altera o sentimento dos que sempre lá estavam
Aumentando esta dor que me mata
Porque já não valem a pena mais palavras
Só o meu isolamento definitivo
Apesar de agora sentir que a vida me ajudava
Perdeu novamente o glorioso sentido
Choro lágrimas de puro arrependimento
Mas por mais que saiba que tudo me magoa
Só paro para pensar depois do sofrimento
Aquela que esteve sempre comigo
Mesmo quando a revolta movia as minhas acções
Viro as costas a quem sempre chamei de amigo
Aquela que sempre me deu a mão em todas as ocasiões
Por mais lágrimas que agora me caiam
Este sofrimento latente não se afasta
Altera o sentimento dos que sempre lá estavam
Aumentando esta dor que me mata
Porque já não valem a pena mais palavras
Só o meu isolamento definitivo
Apesar de agora sentir que a vida me ajudava
Perdeu novamente o glorioso sentido
06/04/11
Rir-nos de nós próprios
Como não o podemos fazer? Se não nos rirmos como é que vamos manter as forças e a vontade de abrir os olhos todos os dias, mesmo que seja simplesmente para estimular este prazer de rir que vou possuindo. Gosto principalmente de me rir das coisas que fiz anteriormente por piores para a minha saúde que tenham sido, e algumas das coisas que fiz quando era apenas uma criança, não que já tenha deixado de o ser, que sou uma criança, daquelas bem irritantes, por vezes. Passando em revista o período da minha vida situado entre os 3 e os 6 anos, recordo-me de uma série de acontecimentos que me fazem soltar gargalhadas extremamente audíveis e irritantes, porque o meu riso é irritante, principalmente se for duradouro e eu começar a asfixiar, como durante uns tempos me divertia a trepar as paredes da minha casa, em espargata, quando tinha a brilhante ideia de introduzir dentro das tomadas objectos estranhos, neste caso as agulhas do tricô da minha avó, quando ela ainda estava presente, e ficava agarrada a elas, enquanto era electrocutada, era fantástico. Também me começo a rir quando me recordo que gostava de brincar com fósforos, e que ia incendiando a minha própria casa, tinha a perversa mania de engolir moedas, por puro vício, brincar com cal, com lixívia e de me esconder nos armários para que a minha mãe me procurasse. Também gosto de me rir dos meus hábitos de infância, de quando escrevia e comia com a minha mão esquerda, por motivos desconhecidos, e que simplesmente para imitar os adultos e não me sentir diferente passei a escrever totalmente com a mão direita, com medo de ser criticada, e de me sentir diferente, como acabo por ser, por fora e por dentro. Com isto rio de mim, vou mantendo a vontade de viver e de me rir de mim, de rir dos outros. Simplesmente mantenho a vontade de me rir.
04/04/11
Guerreiros
Os guerreiros também fraquejam, também agonizam de dor quando a vida não lhes corre da maneira como esperavam, embora tentem sempre manter aquela pose de lutadores, mas como tudo na vida as forças falham, tudo falha, infelizmente para nós. Gosto de quem sabe ser guerreiro, de quem luta arduamente por ser diferente e de quem é guerreiro mesmo quando a maior das dores o atinge. Sucumbem por eles, pelos erros que cometem e pelos outros, que os julgam pelas falhas e os criticam por algo que não devia ser criticado. Como compreendo os guerreiros sofredores, porque apesar de não ter nada de guerreira ou de lutadora, faço um esforço considerável para me manter em cima desta superfície repleta de fissuras e falhas a que chamam terra. Conheço uns quantos guerreiros, no sentido genuíno da palavra, gosto particularmente dos guerreiros de circunstância, talvez por ser um exemplar dessa espécie. Porque admito que por vezes dá um jeito danado ser guerreira, lutar por algo que valha de facto a pena, coisa rara para mim, pois encontrar motivos para continuar a caminhar neste planeta torna-se, cada dia que passa, uma das mais complexas tarefas, para felicidade de muitos seres que vagueiam por ai. Admiro os guerreiros, admiro a sua força e a sua persistência em lutar, mesmo que a vida lhes negue tudo aquilo que ambicionam, são grandes e diferentes por isso, e eu valorizo a diferença e o que é único, pois a igualdade não me causa qualquer tipo de interesse.
02/04/11
Desfolho as páginas da história que escrevi, daquele livro que guardo na gaveta e que praticamente ninguém lerá, só quem for digno de conhecer a minha história, por possuir aquele mérito que só os mais verdadeiros e leais possuem. Cada folha conta uma história carregada com os sentimentos que lhe quis dar, porque é a minha escrita, as minhas por vezes duras palavras. Escondo esta história do mundo, não por medo mas por vergonha. Vergonha da escrita, da articulação e da pessoa que incessantemente escreve aquelas palavras durante esta frenética jornada que é a vida, que se terminasse agora, terminaria incompleta, mas verdadeiramente triunfante. Deixaria a minha marca naquele que me entraram na vida, e que sem dúvida teriam a sua página nesta narrativa, que tento escrever diariamente. Permanece imóvel no papel, soltam-se fragmentos que um cérebro astuto junta e concentra para tentar manter o sentido. São meras palavras, sem qualquer tipo de brilho ou coerência, mas que são minhas e apesar de as esconder, de não gostar delas são o meu mais real reflexo. Sou eu, é a minha história. Que ficaria mal contada se não fossem estas palavras a conta-la.
24/03/11
A “nossa” Língua
A língua portuguesa a imagem da nossa nação
Tem na pronúncia o reflexo da pureza
Aquela que deveria estar presente em cada cidadão
Que conserva na sua língua a sua enorme grandeza
À semelhança dos outros povos que habitam o mundo
E que têm na língua do seu nobre povo
O travo da criação de um idioma tão profundo
Mas que nunca morre, transforma-se sim em algo novo
Tornámo-nos grandes pelo colossal poder da escrita
Pela mística da dor e pela grandeza do nosso fado
Inúmeras vezes foi dada como perdida
Mas é a única que transmite a força de um passado
Esta língua passa pela amarga peste da mudança
Enfrentando um acordo que não passa de um inglório desacordo
Mas que decerto não vingará esta tentativa de desgraça
Porque não faz parte da história do nosso triste fado
Existem poucas coisas que me trazem certeza
São o espelho da nossa infeliz realidade
Mas acredito na grandeza da nossa língua portuguesa
Aquela que melhor exprime a palavra saudade
Nesta tormentosa e infinita hora
Que enfrenta a dolorosa frieza
A única certeza que trago comigo agora
É que eternamente se ouvirá esta língua, a Portuguesa!
Foi eliminado do blog não me recordo porquê, mas retorna.
Conquistei, com isto, o segundo lugar do Concurso de Poesia e uma bela menção honrosa que me orgulha, apesar de achar que ficava bem em último lugar.
Tem na pronúncia o reflexo da pureza
Aquela que deveria estar presente em cada cidadão
Que conserva na sua língua a sua enorme grandeza
À semelhança dos outros povos que habitam o mundo
E que têm na língua do seu nobre povo
O travo da criação de um idioma tão profundo
Mas que nunca morre, transforma-se sim em algo novo
Tornámo-nos grandes pelo colossal poder da escrita
Pela mística da dor e pela grandeza do nosso fado
Inúmeras vezes foi dada como perdida
Mas é a única que transmite a força de um passado
Esta língua passa pela amarga peste da mudança
Enfrentando um acordo que não passa de um inglório desacordo
Mas que decerto não vingará esta tentativa de desgraça
Porque não faz parte da história do nosso triste fado
Existem poucas coisas que me trazem certeza
São o espelho da nossa infeliz realidade
Mas acredito na grandeza da nossa língua portuguesa
Aquela que melhor exprime a palavra saudade
Nesta tormentosa e infinita hora
Que enfrenta a dolorosa frieza
A única certeza que trago comigo agora
É que eternamente se ouvirá esta língua, a Portuguesa!
Foi eliminado do blog não me recordo porquê, mas retorna.
Conquistei, com isto, o segundo lugar do Concurso de Poesia e uma bela menção honrosa que me orgulha, apesar de achar que ficava bem em último lugar.
22/03/11
Força dos 17
Idade das revoltas
Das paixões não correspondidas
De dores que outrora sentidas
Tiram aquele doce sentido às nossas vidas
Onde a inspiração parece inesgotável
Todos aqueles sentimentos nos inundam
Embora nem sempre a qualidade seja assinalável
São o retrato da adolescência que nos muda
Um dia esgota-se
Parecendo que a escrita para nós terminou
Mas de verdade, inova-se
Trazendo aquela razão que a idade nos mostrou
A qualidade evolui
Quem escreve prova que cresceu
Impregna em cada linha o que o destrói
Provando que a força dos 17 não se perdeu
Força para escrever
Lutar pelo que julgamos impossível
Vontade de fazer a vida passar a correr
Esperando aquela morte, dura e imprevisível.
Ideia da Patrícia, que vai escrever sobre o mesmo tema.
Das paixões não correspondidas
De dores que outrora sentidas
Tiram aquele doce sentido às nossas vidas
Onde a inspiração parece inesgotável
Todos aqueles sentimentos nos inundam
Embora nem sempre a qualidade seja assinalável
São o retrato da adolescência que nos muda
Um dia esgota-se
Parecendo que a escrita para nós terminou
Mas de verdade, inova-se
Trazendo aquela razão que a idade nos mostrou
A qualidade evolui
Quem escreve prova que cresceu
Impregna em cada linha o que o destrói
Provando que a força dos 17 não se perdeu
Força para escrever
Lutar pelo que julgamos impossível
Vontade de fazer a vida passar a correr
Esperando aquela morte, dura e imprevisível.
Ideia da Patrícia, que vai escrever sobre o mesmo tema.
Dor
Permaneces produtiva
Dor minha que te manténs
Vagueias por mim altiva
Não me permites esquecer a força que tens
Por tua causa ainda escrevo
Ainda inflamas estes meus poemas
Inflamaras até que te ponha termo
A ti e a todos estes meus dilemas
Um dia, à minha vitória
Honrosamente cairás
Farás parte da minha história
Mas decerto um dia voltarás
Reduzida de força
Colossal de intensidade
Talvez nesse dia te ouça
Mas provavelmente só te guardarei saudade
Porque me ensinaste a crescer
Fizeste de mim o que tento saber agora
Mesmo que me tenhas tirado a vontade de viver
A tua hora de partir é que me ignora
Apesar de me teres, por vezes, feito bem
De todas as revoltas não terás perdão
Nem mesmo a que ainda vem
Conseguirá apagar esta vontade de te dizer não.
Dor minha que te manténs
Vagueias por mim altiva
Não me permites esquecer a força que tens
Por tua causa ainda escrevo
Ainda inflamas estes meus poemas
Inflamaras até que te ponha termo
A ti e a todos estes meus dilemas
Um dia, à minha vitória
Honrosamente cairás
Farás parte da minha história
Mas decerto um dia voltarás
Reduzida de força
Colossal de intensidade
Talvez nesse dia te ouça
Mas provavelmente só te guardarei saudade
Porque me ensinaste a crescer
Fizeste de mim o que tento saber agora
Mesmo que me tenhas tirado a vontade de viver
A tua hora de partir é que me ignora
Apesar de me teres, por vezes, feito bem
De todas as revoltas não terás perdão
Nem mesmo a que ainda vem
Conseguirá apagar esta vontade de te dizer não.
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