Por pura ironia
A vida nunca suou como eu queria
Tentei seguir em frente
Para renascer num novo presente
Esse presente não existia
Estava envolvido na escuridão que me envolvia
Quis ser diferente e lutar
Para que não me conseguisse dominar
Sei que posso falhar
E ao fundo voltar
Mas por agora este presente
Vai ser com certeza diferente
Já chega de chorar
Por algo que nunca irá mudar
Nós fomos criados para desistir
Resta-nos a nós não o consentir
"A principal dúvida de toda a minha existência será entre deixar tudo na minha mente ou passá-lo para o papel" - DH
05/08/10
04/08/10
A chave
Nesta sociedade
De consumo e inveja
Não há verdade na amizade
Nem amor que se veja
Escondi a minha chave do cofre
Está onde ninguém a descobre
Para dá-la a alguém que não sofre
Ou a alguém com uma alma mais nobre
Há que provar que a merece
Não usando a falsidade e a mentira
Porque o que faz mal não se esquece
E aumenta a minha ira
Quem a tiver
Fez por recebe-la
Não teve de sofrer
Apenas lutar por merece-la
De consumo e inveja
Não há verdade na amizade
Nem amor que se veja
Escondi a minha chave do cofre
Está onde ninguém a descobre
Para dá-la a alguém que não sofre
Ou a alguém com uma alma mais nobre
Há que provar que a merece
Não usando a falsidade e a mentira
Porque o que faz mal não se esquece
E aumenta a minha ira
Quem a tiver
Fez por recebe-la
Não teve de sofrer
Apenas lutar por merece-la
Aquela melodia
Que soa em mim por simples fantasia
A que me ajudou a crescer
A ver a vida com olhos de ver
Já chega de chorar
Porque as lágrimas a local nenhum nos vão levar
Venha o sentimento em abundância
O que aumenta o meu senso de tolerância
Continuo a querer descobrir
A magia de sorrir
Quando conseguir aprender
Uma pessoa melhor conseguirei ser
Quero viver a vida na sua plenitude
Sentir a minha existência noutra amplitude
Vou fazer da experiencia uma acção
Que me fará dar as coisas uma nova função
Que soa em mim por simples fantasia
A que me ajudou a crescer
A ver a vida com olhos de ver
Já chega de chorar
Porque as lágrimas a local nenhum nos vão levar
Venha o sentimento em abundância
O que aumenta o meu senso de tolerância
Continuo a querer descobrir
A magia de sorrir
Quando conseguir aprender
Uma pessoa melhor conseguirei ser
Quero viver a vida na sua plenitude
Sentir a minha existência noutra amplitude
Vou fazer da experiencia uma acção
Que me fará dar as coisas uma nova função
02/08/10
Com bastante subtileza
E uma pitada de beleza
Vou mostrando a simplicidade
Desta subtil forma de arte
Não lhe chamo talento
Isso seria um desalento
Mas chamo-lhe evolução
A esta estranha forma de junção
Junção de simples e nobres palavras
Que ao serem solenemente conectadas
Demonstram os mais simples sentimentos
Que por vezes nos causam os maiores tormentos
Porque a poesia
É uma delicada forma de fazer magia
Onde o sentimento é comandante
E a palavra a rainha para todo o instante
E uma pitada de beleza
Vou mostrando a simplicidade
Desta subtil forma de arte
Não lhe chamo talento
Isso seria um desalento
Mas chamo-lhe evolução
A esta estranha forma de junção
Junção de simples e nobres palavras
Que ao serem solenemente conectadas
Demonstram os mais simples sentimentos
Que por vezes nos causam os maiores tormentos
Porque a poesia
É uma delicada forma de fazer magia
Onde o sentimento é comandante
E a palavra a rainha para todo o instante
Back to the old times
Vou fazer a viagem que há muito queria ter feito, mas que por causa de uma enorme estupidez e de uma inqualificável falta de lucidez nunca puder fazer. A viagem é feita dentro de mim, sem rota pré definida nem destino traçado. Vou olhar-me com os olhos que provavelmente nunca me olharam, porque esses olhos estavam cegos, só viam a escuridão que me guiava. Pois bem por mim, chega, finit, enough… Cansei-me de tanta escuridão á minha volta. Quero procurar a cor e a luz que me tem faltado. E quem te garante que a encontrarás? Bem, ninguém o pode garantir, mas pelo menos poderei dizer que tentei, pode correr mal e dar errado mas pelo menos tentei. Mas espera, estás a mudar? Não lhe chamo mudança chamo-lhe outra coisa muito mais simples, cansaço. É simples, fartei-me de ser pequena. Não quero ser gigante, quero ser maior do que sou. Se lhe chamam mudança, não me importa. Eu sei o que pretendo alcançar.
Essência de um ser
Não sou poeta nem escritora
Sou uma mera observadora
Não sou triste nem feliz
Porque não sou mais que uma aprendiz
Desta nobre vida que se evapora
Ao som do grito da alma que chora
Chora por não conseguir compreender
A essência da palavra viver
Porque viver é observar e conhecer
E aprender a conjugar o verbo sofrer
Que embora não passe duma ilusão
Deixa a sua marca num pobre coração
Que por não querer sofrer
Nem querer compreender a palavra viver
Já nem consegue existir
Porque dentro de si só existe vontade de desistir
Sou uma mera observadora
Não sou triste nem feliz
Porque não sou mais que uma aprendiz
Desta nobre vida que se evapora
Ao som do grito da alma que chora
Chora por não conseguir compreender
A essência da palavra viver
Porque viver é observar e conhecer
E aprender a conjugar o verbo sofrer
Que embora não passe duma ilusão
Deixa a sua marca num pobre coração
Que por não querer sofrer
Nem querer compreender a palavra viver
Já nem consegue existir
Porque dentro de si só existe vontade de desistir
01/08/10
A poesia
A poesia,
Não passa de mera filosofia
Que nos acalma
Quando algo nos transforma a alma
Senti que as palavras transmitem a sua dor
Quando expressam a complexidade do amor
Exprimem o que a boca não consegue dizer
E que o pensamento quer esconder
Demonstram os sentimentos esquecidos
De todos aqueles momentos perdidos
Onde a alma nos ensina
Que a vida é algo que nos domina
Mas se soubermos o que as palavras nos dizem
E mesmo que os mais pequenos sonhos não se realizem
Teremos de saber
Que lutar é viver
Não passa de mera filosofia
Que nos acalma
Quando algo nos transforma a alma
Senti que as palavras transmitem a sua dor
Quando expressam a complexidade do amor
Exprimem o que a boca não consegue dizer
E que o pensamento quer esconder
Demonstram os sentimentos esquecidos
De todos aqueles momentos perdidos
Onde a alma nos ensina
Que a vida é algo que nos domina
Mas se soubermos o que as palavras nos dizem
E mesmo que os mais pequenos sonhos não se realizem
Teremos de saber
Que lutar é viver
30/07/10
O sorriso desapareceu.
Ontem, dia 29 de Julho de 2010, um dia que sem duvida ficará eternamente na minha memória á semelhança de muitos outros dias que marcaram a minha vida. Um dos maiores e melhores actores deste país, António Feio, sucumbiu á doença a que o próprio chamava de “bichinho” e que também dizia que queria vence-lo com o riso. E infelizmente para nós, esse riso apagou-se. Não digo estas palavras com a típica atitude Portuguesa que quando as pessoas morrem são as maiores pessoas do mundo. Pois para mim sempre o foi, sempre segui o seu trabalho e posso até dizer que com a dupla que irei admirar para todo o sempre, Toni e Zezé, que tive o primeiro contacto com a comédia portuguesa. E essa dupla consegue arrancar-me todo o tipo de gargalhadas, desde o mais simples sorriso á gargalhada incontrolável. Agradeço-lhe por todas as gargalhadas que me proporcionou e continuará a proporcionar. E digo ainda em género de remate a frase que nos últimos meses da sua existência e que nos fará repensar a maneira de como levamos a nossa vida. “Aproveitem a vida.” Descanse em paz, ficará eternamente na memória das pessoas que como eu seguiam fervorosamente o seu trabalho.
22/07/10
Vontade de desistir
A força que existe dentro de mim esgota-se a cada dia que passa. São crises. Não existe por ai um carregador como aqueles que se utilizam nos telemóveis para recarregar as forças? Ainda não devem ter inventado esse objecto. Sinceramente precisava de um desses para mim. Não tenho a mínima força, sinto-me sem a mais pequena porção de força interior que me faz ultrapassar com mais ou menos dificuldade, as adversidades desta cada vez mais inútil vida. Tenho vontade de desistir, mas esta é superior às vontades que já senti durante os períodos mais conturbados da minha existência. Acho que estou a precisar de apanhar sol. Pode ser que passe.
Não nasci feliz
Não aprendi a sonhar
Sou um mero aprendiz
Que está fora do seu lugar
Não sou mais que um elemento
Nesta estrada de aprendizagem
Mas tenho dentro de mim um sentimento
Que me conduz nesta viagem
É um caminho doloroso
Mas tenho de fazer a mudança
Mas não há nada mais penoso
Do que ver como o tempo avança
Corre furioso
Sem nunca conseguir parar
Esconde um fim luminoso
Á qual iremos chegar
Não aprendi a sonhar
Sou um mero aprendiz
Que está fora do seu lugar
Não sou mais que um elemento
Nesta estrada de aprendizagem
Mas tenho dentro de mim um sentimento
Que me conduz nesta viagem
É um caminho doloroso
Mas tenho de fazer a mudança
Mas não há nada mais penoso
Do que ver como o tempo avança
Corre furioso
Sem nunca conseguir parar
Esconde um fim luminoso
Á qual iremos chegar
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