12/11/12

Numa Qualquer Rua

Passeava numa qualquer rua
Quando te ouvi chamar por mim
Com gritos de dor e de pranto
Pois sabias que estaria ali

Tive receio em procurar-te,
O teu nome ainda o pronuncio
Mas já não fazes parte de mim,
Já não és como esta chuva de Outono que me anima.

Tornaste-te o inferno dos meus dias
O Verão escaldante que não tolero
Contudo ainda estás aqui.

Permaneces na sombra dos meus passos,
Sendo aquele negro que me tolda o olhar
Porque a página do passado não se virou

Regressa dor, ao esquecimento provocado
Ao lugar neutro onde permanecias
Deixa-me libertar destes fantasmas do passado,
Alcançar a estabilidade pretendida,
Ser o feliz idiota que gostaria.

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