28/11/11

Melancolia que acendes o meu pensamento,
Arrastando a dor que me persegue
Dando vida a este eterno sofrimento
Impedindo que este ser se altere

Continuas produtiva
Mantendo acesa a chama da continuidade
De ir caminhando ao longo da vida
Esperando uma nova oportunidade

Enquanto busco algo que não tenho,
Um pouco mais do que vivi
Lamentando tudo o que perdi
Aquilo que agora é reflexo deste espelho.

Tempos de indiferença

Já não é útil pensar
Continua acesa a chama da amargura
Não importa se tudo vai terminar
Nem se esta apatia perdura

Ainda não existe razão para viver
Fugir, permanece a melhor opção
Porém não sou capaz de entender
A causa de tão grande indecisão

De viver ou morrer,
Lutar ou esquecer
Mantendo a chama da dor a arder
Vou lentamente deixando de sobreviver

Sou indiferente ao que sinto
Os impulsos voltaram a dominar
Quando penso que estou tão perto
De fazer a minha agonia terminar

Enquanto

Enquanto permaneceres em mim,
Dor de viver que me atormenta
Lutarei sem temer o fim
Acreditando que valerá a pena

Enquanto as lágrimas caírem sem cessar
E a escuridão iluminar o meu caminho
Não me deixarei abalar
Por algo que altere o meu destino

Quando a tristeza deixar de me abater
Sei que atingi a desejada meta
Saberei como é bom vencer
Que já nada me afecta.
Traços belos e eloquentes
Com um doce traço angelical
De movimentos longos e frequentes
Esta é a felicidade ideal

Carregada de luz incandescente
Brilhando intensamente todo o dia
Emanando harmonia e alegria
Espelhando de clara cor a tua vida

Apagando as lágrimas com um olhar
Deixando o vazio por completo
Ensinando que a batalha para a alcançar
Não se faz com as palavras de um verso

Porque esta felicidade é boa
Atraí fantasia e desejo
De não viver a vida à toa
Não tendo medo do que vejo
Nunca se vive por completo
Pois se está lúcido
A vida não se vive em concreto
Porque a lucidez é algo que não abunda

Não se é lúcido ao pensar
Nem quando te lembras que dói pensar
Somos lúcidos apenas
Quando estamos prestes a terminar

A lucidez é um abismo
Onde o intelecto se afunda
Já nada é discreto
Simplesmento o incompleto nos inunda.

Bebedeira incurável

Nesta bebedeira de viver
Onde o sonho conta uma história
Cada página é uma memória
De tanta batalha por vencer

Onde a cura é efémera
Pois a morte é somente um abrigo
Daquela imensa quimera
De puder chamar a vida de amigo

Mas hoje é incurável
Esta bebedeira de existência
Em que tento ser razoável
Não passando isso de mera aparência

19/11/11

"O que o sonho construiu, nada nem ninguém poderá destruir"