29/09/10

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Já não me restam muitas palavras, tenho tudo dito, os meus gritos, as minhas revoltas, as minhas lágrimas que ninguém me viu chorar mas que ficaram marcadas nas folhas onde deixava a caneta fluir e exprimir os sentimentos que explodiam dentro de mim. Só me resta o silêncio, aquele silêncio que eu procuro á muito dentro de mim, por que ele é sinal de paz e é isso que me faz falta. Quero-o, preciso dele, desejo-o! Quero que o silêncio me invada e me mostre que a vida novamente tem sentido e eu estou bem comigo mesmo. As palavras estão a esgotar-se, não sei se para sempre, se simplesmente por agora. As palavras estão no fim.

16/09/10

Não sou poeta

Não sou poeta
Não sei rimar
Mas sei que á minha meta
Consigo chegar


Já não escondo
Que as palavras são tudo na minha vida
Posso correr este mundo
Que nunca ficarei perdida


Perdida no sentido
Que lhes tento dar
E que em cada segundo
Tento alcançar


Dar-lhes sentimento
Não é fácil de se conseguir
É sempre o meu tormento
Mas tento-lhe resistir


Viver com elas
Por vezes é difícil
Como conseguem ser tão belas
Querem-nos sempre fugir

14/09/10

Perdeu-se o sentido

Pus-me a olhar para as coisas com outros olhos e a colocar em questão as coisas mais absurdas. Como o facto de continuar a escrever e a mostrar um outros lado que poucos desconhecem. Não consigo explicar o que me mantêm presa a esta ligação de palavras a que chamam escrita, não encontro sentido para continuar a repetir-me a tentar algo que não consigo, a ser algo que por muito que me custe não sou. Tenho saudades do tempo em que tudo fazia sentido em que respirar fazia sentido, viver fazia sentido e toda a mais pequena coisa fazia o colossal sentido que hoje não faz. Pronto saiu o que estava preso cá dentro. A falta de sentido das coisas provoca-me isto e por mais que tente ignorar semelhante facto é-me impossível, não sou nenhuma super-mulher, não nasci com super poderes, esses que me conferissem a sensibilidade de uma pedra. Infelizmente tenho sentimentos que se ferem com demasiada facilidade, para quem tenta usar uma “armadura” de ferro e por trás dessa é um ser irritantemente sensível que simplesmente usa armas para se defender. Vou ter de procurar um novo sentido para a vida que o que me restava, esvaiu-se como uma coluna de fumo que se dissipa no ar, deixando-me novamente apática e a procurar uma luz ao fundo do túnel que não está ao alcance do meu horizonte.